
— Olha, sou simples, o que não pode faltar no meu camarim é pão com carne moída! — diz com expressão leve, sem demonstrar apreensão antes de encarar o público, já atrás do palco.
Ritual antes do show? Nada de pé direito:
— Sempre rezo o Pai Nosso, é importante se proteger.

Nivaldo Batista Lima, ou Gusttavo, é o caçula de sete filhos de Alcino, de 65 anos, e Sebastiana Lima, de 64, que construíram a base da família em Presidente Olegário, cidade de pouco mais de 18 mil habitantes, no interior de Minas.
Foi o irmão mais velho, Willian, hoje com 40 anos, que investiu no talento de Nivaldo:
— Carreguei o Nivaldo para minha casa aos 9 anos, pois meus pais moravam na região rural. Aos 5, ele já tinha como referências Zezé Di Camargo e Luciano, e Leandro e Leonardo — conta Willian, o primeiro dos filhos a levar como profissão a veia artística da família.

Começava aí a carreira de Gusttavo. E já são 13 anos na estrada sertaneja.
— Não escolhi a música, foi a música que me escolheu. Então, não tinha essa coisa de vontade de criança, como sonhar em ter um brinquedo da moda. O que queria era juntar dinheiro para comprar um violão — conta o cantor, que hoje tem uma coleção com 37 guitarras e 16 violões:
— Morro de ciúme, ninguém toca nela.
Se antes o menino Nivaldo juntava dinheiro para ter seu instrumento, hoje, com cachês que variam entre R$ 200 mil a R$ 300 mil por show, poderia comprar 500 violões de boa qualidade a cada apresentação. E Gustavo faz cerca de 25 shows por mês. É viola que não acaba mais...
As manias mudaram à medida em que o dinheiro começou a entrar.
Fonte: Extra
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